O secretário de Estado para as Florestas, João Bartolomeu da Cunha, reafirmou, ontem terça-feira, 5, na província do Uíge, o compromisso do governo angolano com a floresta natural para promover o aproveitamento e transformação da madeira local, mediante a sua industrialização.
Essa aposta enquadra-se no quadro de uma estratégia abrangente e de valorização do vasto potencial do país e da diversificação da economia, para impulsionar a indústria da madeira.
João Bartolomeu da Cunha reafirmou o facto no acto de abertura da campanha florestal 2026, que decorreu no município de Dange-Quitexe, na província do Uíge, sob o lema " Florestas - proteger hoje, garantir o amanhã ".
O responsável destacou o papel do Estado na criação de políticas, com vista a sua proteção e preservação, permitindo que a sua exploração e aproveitamento seja feita com responsabilidade e harmonia, com os preceitos de sustentabilidade ambiental.
Considerou ainda as florestas angolanas como sendo um importante factor de garantias da estabilidade ambiental e da manutenção da qualidade de vida, pois asseguram os recursos minerais, tais como a madeira e seus derivados, plantas medicinais e produtos destinados à alimentação humana.
" As florestas angolanas são uma fonte importante de recursos e de pesquisas científicas, de turismo e lazer, entre outros " , acrescentou o secretário de Estado.
Lembrou ainda que a campanha florestal 2026 é a convicção de que é o limiar de uma nova era para o sector florestal.
Disse também que a exploração florestal, por contrato de concessão florestal, vai contribuir para maior racionabilidade e sustentabilidade nas explorações dos recursos florestais, maior responsabilidade e mais segurança jurídica para os titulares de direitos de exploração florestal.
Por sua vez, a vice-governadora do Uíge para o Serviço Técnico e Infraestruturas, Helena Vieira Dias Laurindo, disse que a província do Uíge detém um dos maiores potenciais activos de exploração florestal do país, com uma área total licenciada na ordem dos 52 mil hectares.
Helena Pereira Dias Laurindo considerou que a produção florestal continua a ser um dos pilares da economia da região, gerando empregos e sustentando inúmeras famílias.
" Está aqui uma riqueza que se materializa em espécies de reconhecida qualidade, cobiçadas pelo mercado nacional e internacional ", disse a vice-governadora.
Na ocasião, reforçou o apelo aos operadores do ramo madeireiro para a necessidade de regeneração da floresta plantada inactiva.
Lembrou que a área reflorestada na província é actualmente de apenas 20 hectares, um número que considerou insuficiente.
O acto contou com a participação de directores nacionais do Ministério da Agricultura e Florestas, membros do Governo Provincial do Uíge, responsáveis das empresas madeireiras, autoridades tradicionais, entre outros.