• MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E FLORESTAS APRESENTA NOVO MECANISMO NACIONAL PARA A COORDENAÇÃO DA TRANSFORMAÇÃO AGRÍCOLA BASEADA NOS CORREDORES ECONÓMICOS


    A província de Benguela acolheu, na quinta-feira, 2 de julho, a cerimónia oficial de lançamento do Programa Agro Corredores de Angola, uma iniciativa que visa transformar a agricultura familiar ao longo dos corredores do Lobito e de Malanje, promovendo o aumento da produção, a criação de emprego, o dinamismo do comércio e o desenvolvimento das comunidades rurais.

    O Programa Agro Corredores constitui um ecossistema nacional concebido para coordenar investimentos públicos, privados e de parceiros internacionais em corredores agrícolas estratégicos. O seu principal objetivo é integrar os pequenos produtores aos mercados, reforçando o Sistema Alimentar Nacional.

    Na abertura da cerimónia, o Governador Provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, destacou a importância estratégica da província por representar o ponto de partida e de chegada do Corredor do Lobito.

    “Acolhemos com muita honra esta cerimónia. Trata-se de uma iniciativa estruturante para o desenvolvimento da agricultura no nosso país. O facto de terem escolhido Benguela é motivo de elevada satisfação para todos nós”, afirmou.

    O governador sublinhou que o desenvolvimento da agricultura depende da sua integração num ecossistema que reúna infraestruturas e serviços essenciais.
    “A agricultura só se desenvolve quando deixa de estar isolada e passa a integrar um ecossistema com estradas, energia, água, ciência, tecnologia, financiamento, logística e capital humano. Não basta produzir mais; é indispensável produzir melhor, transformar localmente, conservar, transportar com eficiência e agregar valor dentro do nosso próprio país. É nesta integração que reside a verdadeira transformação económica”, destacou.

    O Sr Ministro, Eng.º Isaac Francisco Maria dos Anjos, destacou que nos últimos anos o governo de Angola através do ministério da agricultura e florestas, tem vindo a construir bases para um sector agrícola mais forte, dizendo que se expandiu as escolas de campo agrícolas para aproximar a assistência técnica aos produtores.

    Por sua vez, o Ministro da Agricultura e Florestas, Eng.º Isaac Francisco Maria dos Anjos, explicou que o programa funcionará como uma plataforma de coordenação entre iniciativas do Governo, investimentos de parceiros internacionais e capital privado. Os Agro corredores foram construídos com base no entendimento que agricultura deve ir além da produção, ela precisa gerar renda, criar emprego e melhorar a vida das pessoas nas comunidades rurais.
    “Começamos aqui em Benguela porque este corredor deve ser mais do que uma ferrovia e um porto. Deve tornar-se um corredor produtivo, capaz de ligar agricultores, cooperativas, serviços, armazéns, instituições financeiras e mercados”, afirmou.

    Segundo o ministro, o fortalecimento da cadeia de valor agrícola passa pelo apoio à produção, pela agregação dos produtos, pelo armazenamento, processamento e acesso aos mercados, garantindo rendimentos sustentáveis para os produtores.

    Durante a cerimónia foram assinados dois memorandos de entendimento. O primeiro, entre o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) e a Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo, tem como objectivo a melhoria dos serviços de extensão rural e o desenvolvimento de competências em práticas agrícolas, e foi subscrito pelo Director do IDA, Eng.º Felismino da Costa, e pelo Decano da Faculdade, Professor Doutor Ambrósio Fortunato de Almeida. O segundo memorando, firmado entre o IDA e o Centro Integrado de Formação Tecnológica (CINFOTEC), destina-se ao desenvolvimento de competências em mecanização agrícola e foi assinado por Felismino da Costa e pelo Director-Geral do CINFOTEC, Geraldo Pambasange.

    A cerimónia reuniu representantes do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do Banco Mundial, do Banco Africano de Desenvolvimento, da FAO, da União Europeia, além de empresários, cooperativas e agricultores da província de Benguela.