Mais de 18 mil metros cúbicos de madeira da espécie mussivi, que se encontrava apreendida há mais de um ano no Entreposto de Produtos Florestais de “Maria Teresa”, na província de Icolo e Bengo, começou a ser entregue esta terça-feira, 07 de abril de 2026, à indústria madeireira nacional.
O acto formal e oficial da operação foi orientada pelo Ministro da Agricultura e Florestas, Engº Isaac Francisco Maria dos Anjos, que trabalhou na província de Icolo e Bengo.
A visita de trabalho teve como objectivo aferir as condições de funcionamento do Entreposto Florestal de “Maria Teresa”, constatar a quantidade de toros de madeira mussivi, revertidas a favor do estado, e, fazer a entrega formal desta madeira à uma empresa nacional, que irá transformar a madeira em mobiliário, como material escolar: Carteiras, mesas, prateleiras, quadros, bancos para as igrejas, mobiliários para residências portas e janelas, sendo que a madeira é de muito boa qualidade.
Segundo o titular da pasta, este foi o arranque de um processo que deverá seguir com outras empresas interessadas em participar do negócio da transformação da madeira em equipamento para as escolas, hospitais e outras instituições do estado e que precisam de ser equipadas com este tipo de material.
A primeira empresa nacional que beneficiou da entrega da madeira é a Hipermáquinas Angola, que no momento da assinatura dos termos de entrega, foi representada pelo senhor Elias Cipriano - Director para contratação pública e privada.
Quando falava a imprensa o ministro avançou que esta é a última etapa concedida ao sector para o tratamento desta madeira e de fazer chegar a mesma às indústrias nacionais e que mesmo com providência cautelar interposta por duas empresas chinesas o estado vai seguir em frente.
“Temos uma providência cautelar de duas empresas chinesas, os lotes que estão sobre a providência cautelar vão ser aí mantidos para se continuar o processo judicial, mas apenas estamos aqui a dizer que nada disso nos vai travar, o objectivo tem que ser o da restauração da indústria madeireira nacional” Proferiu o Ministro.
“Toda a madeira cortada na perspectiva de exportação, não podendo ser exportada, porque o governo decidiu suspender e proibir a sua exportação, ela tem que ser convertida na indústria nacional, qualquer resistência que se venha a pôr sobre isto, é contrariar aquilo que é uma decisão do governo” Enunciou.
“Há aqui declarado 18 mil metros cúbicos de madeira, e temos mais madeira de outras espécies e outras variedades que não estão integradas neste pressuposto da obrigatoriedade da entrega para transformação na indústria, agora e o que nos importa é que estes 18 mil metros cúbicos, começaram hoje a ser entregues” Exprimiu Isaac dos Anjos.