O Ministro da Agricultura e Florestas Eng. Isaac Francisco Maria dos Anjos, testemunhou nesta quinta-feira, 02 de abril de 2026 em Luanda, no salão nobre do Ministério das Relações Exteriores, ao lançamento oficial da candidatura da Embaixadora Josefa Leonel Correia Sacko ao cargo de Directora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), para o período 2027-2031.
O titular do sector da Agricultura e Florestas fez saber, que a FAO é um dos maiores contribuintes para o desenvolvimento agrário nacional e internacional, e que Angola como País membro das Nações Unidas, abre a possibilidade de apresentar a sua candidatura para o cargo de director geral.
” Identificamos a engenheira Josefa Sacko, uma vez que ao longo da sua carreira representou Angola na Organização Internacional do Café, depois foi Comissária de Angola junto da União Africana” afirmou Isaac dos Anjos.
“A engenheira incorporizou a declaração de Malabo e os interesses estabelecidos pelos Países africanos, por isso estamos em condições de candidatarmos para este cargo e ajudarmos África, Ásia e o resto dos países do mundo” declarou o Ministro da Agricultura e Florestas.
Durante o anúncio feito junto dos órgãos de comunicação social, em nome do Governo da República de Angola, o Ministro das Relações Exteriores Tete António apresentou o perfil da candidata, actual Embaixadora de Angola na República Italiana e Representante Permanente junto das Agências das Nações Unidas em Roma, nomeadamente FAO, FIDA e PAM, referindo que a mesma possui uma vasta experiência nos domínios da agricultura, do desenvolvimento sustentável e das políticas públicas, com percurso relevante a nível continental.
Segundo indicou, o trajecto profissional da Embaixadora Josefa Sacko evidencia capacidade de liderança, aptidão para o diálogo e competência na construção de consensos, qualidades consideradas determinantes face aos desafios globais actuais, com particular incidência na segurança alimentar e nas alterações climáticas.
O Chefe da diplomacia angolana afirmou que Angola considera essencial que a FAO seja liderada por uma figura com visão estratégica e capacidade de promover respostas eficazes e inclusivas, alinhadas com as necessidades dos Estados-membros.
Acrescentou que a candidatura reflecte igualmente a necessidade de reforçar a presença de mulheres em posições de liderança nas organizações multilaterais.
Recordou que as mulheres estão na linha da frente da agricultura, da segurança alimentar e da gestão sustentável dos recursos, sobretudo em África. No entanto, essa contribuição nem sempre se reflete nos níveis mais altos de decisão.
Nesta conformidade, Angola entende que o momento actual impõe a correcção deste desequilíbrio, com a promoção de uma liderança competente, inclusiva e representativa do papel da mulher na sociedade contemporânea.
O Ministro Tete António salientou ainda que esta candidatura expressa o compromisso do país com uma participação africana mais activa na direcção das organizações internacionais, em linha com os esforços de afirmação do continente no sistema multilateral.
No final da sua intervenção, o titular da pasta da diplomacia angolana reafirmou o compromisso de Angola com o multilateralismo na abordagem dos desafios e oportunidades globais, tendo apelado aos Estados-membros para que apoiem uma visão comum orientada para uma FAO mais forte e mais próxima das necessidades e expectativas dos povos em todas as regiões.
A Embaixadora Josefa Leonel Correia Sacko aponta, com um dos principais objectivos da candidatura, a descentralização da FAO.
“Um dos nossos objectivos e começar por descentralizar a FAO, esta parte é que temos que passar a dar mais atenção, temos que reforçar a capacidade da FAO, para puderamos passar a assistir os países, para aumentar a produtividade, e diminuir a má nutrição no continente”.
A diplomata entende que Roma é que tem o grande pacote de trabalhos, mas isto não é correto, porque a FAO tem na estrutura bureaus regionais, sub-regionais e tem representantes permanentes e cada capital.
Josefa Sacko exerce actualmente funções como Chefe da Missão Diplomática de Angola em Roma e Representante Permanente junto das Agências das Nações Unidas naquela cidade.
Ao longo da sua carreira, acumulou experiência significativa no sector da alimentação e agricultura, com desempenho de funções relevantes em Angola e no plano internacional.
Entre 2017 e 2025, exerceu o cargo de Comissária para Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável da União Africana.
Foi igualmente Secretária-Geral da Organização Inter-Africana do Café.
Importa referir que a República de Angola submeteu a candidatura ora aprovada de Josefa Sacko ao Comité de Candidaturas da União Africana durante o Conselho Executivo da organização, realizado a 11 de Fevereiro de 2026, em Addis Abeba.
GABINETE DE TELECOMUNICAÇÕES TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO MINISTÉRIO DA AGRICULRURA E FLORESTAS em Luanda, aos 02 de Abril de 2026